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Na Roma Antiga, os cidadãos
livres se dividiam em patrícios e plebeus. Os patrícios eram
descendentes de antigos chefes tribais e os plebeus não tinham linhagem
aristocrática e não possuíam direitos políticos. Após as guerras, no
século III a. C., a organização já não se estabelecia em função do
nascimento, mas sim da riqueza.
Em conseqüência das guerras de
expansão, os escravos em Roma eram muito numerosos. Não eram
considerados seres humanos, mas sim propriedade. Eram explorados e
vendidos como mercadorias. Seu trabalho era decisivo para a produção dos
bens necessários para a sociedade. Podiam comprar sua liberdade ou serem
libertados por seus proprietários.
A religião romana foi formada
combinando vários cultos e influências. O Estado romano propagava uma
religião oficial que prestava culto aos grandes deuses gregos porém com
nomes latinos. Os cidadãos, porém, buscavam proteção nos espíritos
domésticos, chamados “lares”.
O Império Romano dependia de um
exército forte e bem organizado, que realizava campanhas de expansão e
defendia as fronteiras. Só os cidadãos romanos poderiam ser soldados.
Com o fim das guerras de conquista, teve início a crise do
escravismo que abalou seriamente a economia. Além disso, houve disputas
pelo poder e o exército ficou enfraquecido. Tudo isso levou à divisão e
queda do Império Romano. |
| A arquitetura da Roma Antiga
é formada por um conjunto de elementos gregos e etruscos. O plano do templo
é herdado dos etruscos. Quanto à ornamentação, é grega, sendo coríntia a
ordem preferida. Ou se mandavam trazer da Grécia esculturas, colunas e
objetos de todo tipo, ou se fazia cópias dos originais nas oficinas da
cidade. Embora não haja dúvida de que as obras arquitetônicas romanas tenham
resultado da aplicação das proporções gregas à arquitetura de abóbadas dos
etruscos, também é certo que lhes falta um caráter totalmente próprio,
um selo que as distinga.
Os romanos também modificaram a linguagem arquitetônica que
haviam recebido dos gregos, uma vez que acrescentaram aos estilos
herdados (dórico, jônico e coríntio) duas novas formas de construção: os
estilos toscano e composto. |
A evolução da arquitetura romana reflete-se fundamentalmente em
dois âmbitos principais: o das escolas públicas e o das particulares. No
âmbito das escolas públicas, as obras (templos, basílicas, anfiteatros,
arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos)
apresentavam dimensões monumentais e quase sempre formavam um conglomerado
desordenado em torno do fórum - ou praça pública - das cidades.
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Ao lado, Anfiteatro em
Nimes - França | |
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As obras
particulares, como os palácios urbanos e as vilas de veraneio da classe
patrícia, se desenvolveram em regiões privilegiadas das cidades e em seus
arredores, com uma decoração faustosa e distribuídas em torno de um jardim.
A plebe vivia em
construções muito parecidas com nossos atuais edifícios, com portas que
davam acesso a sacadas e terraços, mas sem divisões de ambientes nesses
recintos. Seus característicos tetos de telha de barro cozido ainda
subsistem em pleno século XX. |
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A engenharia civil romana merece um parágrafo à parte. Além de
construir caminhos que ligavam todo o império, os romanos edificaram
aquedutos que levavam água limpa até as cidades e também desenvolveram
complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos
das casas. |
| A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém
das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do
Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam
a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. O Mosaico
foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em geral. |
Primeiro estilo:
recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava
impressão de placas de mármore. Segundo estilo: Os artistas
começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por
onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande
mural. Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e
valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. Quarto estilo: um
painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de
obra grega, imitando um cenário teatral. |
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| Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por
temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e
práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de
um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores
e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuária romana
teve seu maior êxito nos retratos. |
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