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KITSCH


 

7)- Desvio do contexto principal do objeto, associado a situações totalmente adversas. Inadequação.

Uso de padrão de peles de animais como estampas decorativas em situações inadequadas e diversas do próprio ambiente selvagem.

Acúmulo de objetos decorativos dispostos em uma estante, sem a menor relação entre eles, como lembranças de viagens, característicos dos lugares:

miniatura do Cristo-redentor ao lado de piranhas empalhadas do pantanal, com flâmulas comemorativas do concurso de canoagem, uma bonequinha espanhola e o caneco do último festival do chopp.

Padrões de pele de animais selvagens, numa situação insólita.

Abajur em forma de gênio.

Como um profissional de paisagismo ou decoração, você deve preocupar-se ao utilizar o Kitsch em seus trabalhos, visto que em uma grande maioria das vezes ele pode também coincidir com o brega. Não quer dizer o mesmo que brega, mas a linha que separa essas duas tendências é muito tênue.
É possível, contudo explorar o humor divertido e a descontração do universo Kitsch, utilizando objetos de bom gosto e que possam estar bem integrados com o ambiente ou jardim.

Atualmente é mesmo uma tendência e existem muitas lojas do ramo de interiores e paisagismo que comercializam objetos Kitsch para todo os tipos de projetos.

 

 

É preciso também, além de respeitar a cultura Kitsch, entender que em certas situações  esses objetos são bem aceitos e ficarão melhor inseridos. Por exemplo: ambientes infantis, ambiente rural, bares e ambientes temáticos, etc.

Nesses locais é necessário muitas vezes, um tratamento de certa forma fantasioso, seguindo temas pré-definidos a fim de criar toda uma atmosfera apropriada a situação. É o caso de carroças com flores nas chácaras e sítios; bares com argumentações temáticas como: década de 50, country, espacial, etc; fachadas de pré-escolas em forma de castelinho; isso sem falar da arquitetura dos motéis desde a sua fachada até a decoração temática em suas suítes.

Nesses casos é claro que o Kitsch pode ser muito fantasioso e até levado a extremos, mas é preciso considerar não só a necessidade com que o tema se impõe, como também a transitoriedade da permanência das pessoas dentro desses locais. O inaceitável seria dar esse mesmo tratamento kitsch a residências de uso constante e urbano, por exemplo.

Palmeiras artificiais na decoração interior de um bar.

 

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