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 JAPÃO

 

Onde o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte.


Trabalho didático da aluna: Luciane Miyuki Sakakima Karoleski - da província de Yamanashi , 120 km de Tóquio, situada quase no centro do Japão, na ilha de Honshu, na região de Chubu.


Jardins Japoneses, onde o místico se alia a tradição e a espiritualidade.

Um país formado por um conjunto de ilhas de geografia montanhosa e onde habitam dezenas de vulcões ainda ativos, fontes termais, gêiseres e águas sulfuradas. O Japão possui as estações bem definidas, onde o clima reflete exatamente na vegetação japonesa, ou seja, é só olhar para as cores das folhas, ou para os canteiros públicos para saber a estação atual.
O Japão, com seus tradicionais jardins tradicionais está mesclando atualmente os seus elementos significativos com a influência que vem recebendo do exterior. 

Caminhando pelas cidades japonesas, vê-se que o paisagismo é muito valorizado, pois se em algumas cidades faltam arborização nas ruas, têm-se inúmeros parques e as casas sempre estão em harmonia com seus jardins, mesmo onde não há  espaço.
As paisagens variam bastante a cada estação do ano e o País possui as 4 estações bem definidas.  No Japão existem festas tradicionais que são comemoradas todos os anos em todas as províncias e até o clima parece seguir a tradição:  a primavera, com o colorido das flores; o verão, com o calor e as pancadas de chuvas; o outono, com os ventos e tornados e o inverno, com a chegada da neve.

Primavera – Lago Kawaguchi

Verão – Uenohara

Outono - Saruhashi

Inverno – Monte Fuji

A Província de Yamanashi é conhecida nacionalmente pela sua produção de uva, pêssego, cereja, ameixa e kiwi. A província é considerada a Capital das Frutas. Suas belas paisagens também são outros atrativos para os turistas que visitam os parques e saboreiam as frutas. As flores, tanto ocidentais quanto orientais fazem o seu espetáculo nos mais variados parques, onde os visitantes podem desfrutar da beleza e da variedade a cada estação do ano.

A Arte do paisagismo no Japão é antiga e provavelmente originou-se da China e da Coréia muito antes do século VI. Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois, consegue expressar a essência da natureza em um limitado espaço, utilizando plantas, pedras e outros elementos, de forma harmoniosa com a paisagem local.  
Os jardins ou “niwa” forneceram o equilíbrio para a mente dos japoneses que procuravam desesperadamente a paz e a tranqüilidade durante o período dos conflitos que marcaram muito a história do país. 

Em um jardim oriental a textura e as cores são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos.

Estes elementos incluem a água, as pedras, as plantas e  os acessórios de jardim. O povo japonês permaneceu fechado para o mundo por muito tempo e sua forma de comunicação por implicação, ao invés de declaração direta explica um conceito tão valorizado por eles: o significado existe além do que pode ser descrito por palavras. Por isso, os seus jardins permitem a liberdade da imaginação, monocromáticos e assimétricos, geralmente são organizados com contrastes como liso e áspero, horizontal e vertical, esbelto e volumoso, ou seja, estimulando a mente a encontrar  seu próprio caminho a perfeição.

A simbologia dos elementos que compõem o jardim japonês, o Sakura, o Acer, a presença da água e as incríveis lanternas de pedra...


O Sakura é conhecido como a flor da Felicidade e das nove espécies primitivas chegou-se a quase  200 espécies híbridas, diferentes de cor e formato, mas o comum é  encontrar variações  entre 3 tonalidades: branco, rosa e amarelo. 

Hanami (festa no parque)

Visão noturna da florada do Sakura

Nos meses de Março a Abril o povo festeja o Hanami para comemorar a floração da árvore (Sakura). Geralmente os locais mais concorridos do Hanami são os
castelos e parques, onde as árvores recebem iluminação à noite, oferecendo uma visão mais fantástica das flores. 
O Sakura ou cerejeira ornamental, como a conhecemos no Brasil, pleno de flores suscita em quem o vê variados sentimentos, dependendo de pessoa para pessoa, mas nunca a indiferença. A maneira de percepção se transforma conforme a idade.  Na juventude fixa-se na beleza das flores. Na maturidade, no que está além dela, na sua intensidade enigmática. 

Sakura (flor-de-cerejeira)

Com o decorrer dos anos passa-se também a compreender  velhas poesias, letras de músicas, reflexões em torno das cerejeiras que antes não se entendia o profundo sentido..  
Para o povo japonês esta festa tradicional não é apenas pela beleza do Sakura, mas é um legado para que as gerações mais jovens mantenham uma identidade e aprendam a importância de preservar o respeito e a espiritualidade. É, antes de mais nada, um momento para sair da introspecção invernal e se abrir para o mundo, de florescer o espírito, de festejar!
CHURIPPU – TULIPA
Neste jardim , encontramos a Tulipa (em japonês, churippu), originária da Turquia (daí o nome turco tulipan –  turbante), pertence a família dos Lírios (liliáceas)  e floresce no fim da primavera. Os 1º bulbos da Tulipa foram levados da Turquia para Viena, em princípios do século XVI e logo chegaram a Holanda, onde o solo e o clima lhes foram particularmente favoráveis. Por volta do ano 1675, a Tulipa esteve muito em moda na Holanda e na Inglaterra, transformando-se no centro de diversas histórias ocorridas nesta época envolvendo somas fantásticas.
As flores apresentam colorações que vão do branco ao amarelo, ao vermelho com várias tonalidades, ao roxo misturado com vermelho, etc... 

Jardim com tulipas

mas uma das mais apreciadas, não tanto pela beleza, mas  pela raridade, é a “Rainha da Noite”, conhecida também como Tulipa Negra, apesar da cor ser um azul-roxo bem escuro. A genética da Tulipa é interessante pois são 160 espécies oficiais da flor e centenas de outras esperando análises e exames para terem o seu reconhecimento, que requer exigências em questões como durabilidade, perfeição das pétalas, beleza e resistência a todo tipo de doenças.

A visão da queda das folhas do Acer Vermelho revela um aspecto melancólico e reflexivo da personalidade japonesa.


MOMIJI – ACER      
Na foto ao lado, encontramos muitos dos símbolos utilizados em um jardim oriental. Começamos a análise sobre a interessante árvore típica do Japão conhecida como “Momiji”. 
É chamada no Brasil de Acer Vermelho  e seu nome científico Acer Palmatum Deshojoh, deriva-se em função de uns 5 ou mais lóbulos profundos na folha, que lembram vagamente a mão humana. Suas folhas mudam de cor conforme a estação adquirindo tonalidades vermelhas, amarelas e alaranjadas naturalmente, principalmente na época entre setembro à dezembro  quando adquire uma coloração outonal.

Acer Palmatum

Acer Tridente

Jardim japonês e o Momiji

Além de ser uma árvore caduca (caem as folhas no inverno), possui  aproximadamente 200 espécies do gênero e  uma incomparável variedade de cores e formas de folhas, troncos e copas. Mesmo no inverno, já sem folhas, mantêm seu atrativo pela distribuição de ramos e galhos. 

Momiji no outono

Pela fragilidade da queima de suas folhas, prefere lugares frescos e úmidos do que quentes e secos, por isso, na sombra crescem mais rapidamente e com mais vigor.
Os  Acer junto com os Pinus,  são as árvores mais importantes no cultivo japonês do Bonsai. Nas montanhas da província de Yamanashi existem porções delas que são notadas com a chegada do outono, pois começam aparecer as cores amareladas, vermelhas, marrons, etc...mas, em Kyoto (antiga capital do Japão e  famosa pelos Templos e Castelos) a diversidade  e a quantidade dessas árvores é muito grande , por isso, falar em “Momiji” no Japão, é falar de Kyoto.

Um fato interessante é que ao contrário do alegre Hanami, florescimento do Sakura (flor-de-cerejeira), a visão da queda das folhas, o Momiji-Gari, do Acer Vermelho revela um aspecto melancólico e reflexivo da personalidade japonesa,  mas apreciar as cores da queda é tão importante quanto as do Sakura se abrindo.

Folhas Caídas do Momiji

Antiga Capital Japonesa

Jardim em Kyoto

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