PLANTAS DANINHAS
Matéria composta com o trabalho da aluna: Valéria Garrido Martins - Niterói - RJ.

INTRODUÇÃO:
As Plantas daninhas ou ervas daninhas são aquelas que crescem em locais indesejados e que podem causar perdas materiais ou financeiras em atividades que se destinam com fins lucrativos.
Essas plantas normalmente são rústicas e de fácil adaptação a qualquer ambiente por isso são consideradas plantas competidoras, mas apesar disso elas também podem ser indicadora de solo, repelir ou atrair pragas e buscam nutrientes das camadas mais profundas.

NOME COMUM:  JUNCA
Nome Científico: Cyperus esculentus L.
Família: Cyperaceae
Porte: Herbáceo
Comentários: Planta que possui tubérculo em formas de rizomas.  Suas características são: folhas lustrosas, aparência brilhosa, suas folhas são dobradas e produzem grupos de três. Os talos são de formas triangulares. Inflorescência varia de cores do amarelo para o marrom. As espigas ocorrem na porção terminal da planta. Existem várias espécies parecidas com esta.

Características peculiares que fazem dessas plantas “daninhas”:
1)- Produzem grande quantidade de sementes e com alto índice de germinação;
2)- Como são rústicas se adaptam a situações adversas, como baixa de fertilidade do solo, seca, inundação  e salinidade;
3)- Reproduzem por sementes e/ou estruturas de propagação vegetativa (colmos, estolões, rizomas, tubérculos) e que também ocorre o fenômeno da dormência sob condições desfavoráveis de umidade e temperatura, voltando a se desenvolver quando as condições forem favoráveis.

Existem vários fatores dessas plantas serem problemáticas à sociedade urbanizada, tais como:

Servem de habitat a roedores e insetos que transmitem doenças, pois encobre áreas onde há acúmulo de lixo.

Provocam entupimento de galerias de escoamento de águas pluviais, decorrente de obstrução das mesmas e outras mais.

CONTROLE:
Dependendo da área e da plantação em questão, pode-se optar por alguns métodos de controle para as plantas daninhas.

Manual: Quando a plantação ou  gramado, já estão cultivados e se a área não for muito grande pode-se optar pelo controle manual. O controle manual apresenta algumas limitações tipo:

Precisa-se de alguns tipos de ferramentas como enxadas, enxadões, ferrinhos. Estas não conseguem remover totalmente as estruturas radiculares das plantas, onde o terreno ficará limpo por um curto período de tempo.

Plantas daninhas problemáticas como a tiririca, grama seda, capim colonião, braquiária, têm seu vigor aumentado quando há esse tipo de coleta.

  A capina manual não consegue atuar no banco de sementes presentes no solo.

Químico: Outro método de controle é o químico pelo uso de herbicidas muito usado em grandes áreas para plantação e em gramados esportivos e ornamentais, assim como em áreas urbanas.
Esse método embora eficiente requer bastante cuidado quanto à forma de aplicação. A seletividade desses produtos, na maioria das vezes, estará relacionada as dosagens  corretas de utilização.

Existem alguns tipos de herbicidas como os:

Não Seletivos – que são considerados como produto para pré-plantio. Estes são usados antes de plantar qualquer coisa, pois visam controle total das ervas daninhas e também controlam o crescimento de fungos e nematódios.

Seletivos – são aqueles que controlam ou suprimem certas espécies de ervas sem afetar as plantas que interessam.

  Pré-emergentes -  estes devem ser aplicados no gramado já plantado e antes da germinação das ervas daninhas. O produto irá formar uma barreira de superfície do solo, controlando as plantas durante o processo de germinação, mas sem eficiência em ervas daninhas já germinadas. Gramados recém plantados, por mudas, sementes ou leivas, têm baixa tolerância a pré-emergentes, as aplicações devem ser iniciadas após algumas semanas.

Pós-emergentes -  esta categoria de herbicida é aplicada diretamente nas ervas daminhas já germinadas, e promovem pouco ou quase nada de efeito residual no solo. Geralmente são necessárias várias aplicações para se ter eficiência desejada, mas podendo causar danos à grama  denominado fitotoxidez.

NOME COMUM:  GRAMA TORPEDO
Nome Científico: Panicum maximum.
Família: Graminaceae.
Porte: Herbáceo
Comentários: Muito comum em áreas pantanosas, perto de lagoas e águas salinas e em solo arenoso. Tem tolerância à seca e inundações.

NOME COMUM:  TIRIRICA DO BREJO
Nome Científico: Cyperus rotundus
Família: Cyperaceae
Porte: Herbáceo
Comentários: Uma das plantas mais prejudiciais às culturas devido, principalmente a sua capacidade de liberar exsudados químicos de efeito alelopático que afetam a germinação, a brotação

e o desenvolvimento de outras espécies de plantas. Essas toxinas são formadas especialmente nos tubérculos e liberadas durante a decomposição desse órgão no solo.
Como foi falado anteriormente, as ervas daninhas também indicam como o solo se apresenta. Logo abaixo mostra uma relação de  algumas dessas ervas e o que indicam.

ERVAS DANINHAS INDICANDO PROBLEMAS NO SOLO

TIPO DE ERVA

INDICAM

Barba-de-bode (Aristida pallens) Falta de fósforo, cálcio e umidade. Pastos queimados com freqüência.
Capim-arroz (Echinochloa crusgallii) Terra com nutrientes reduzidos por substâncias tóxicas.
Cabelo-de-porco (Carex sp) Terra muito cansada.
Capim favorito (Rhynchelytrum roseum) Terras muitos compactas e secas, a água não penetra facilmente.
Capim amoroso ou carrapicho (Cenchrus cillatus) Terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
Capim marmelada ou capim papuã (Brachiaria plantaginea) Terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
Capim rabo de burro (Andropogon bicornis) Uma camada impermeável de 80 a 100 cm de profundidade que represa a água.
Capim seda (Cynodon dactylon) Terra muito compactada e pisoteada.
Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) Falta de cálcio.
Cravo-brabo (Tagetes minuta) Terra infestada de nematódios.
Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora) Terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
Gramão ou batatais ou grama mato-grosso  (Paspalum notatum) Terra cansada com baixa fertilidade.
Guanxuma ou malva (Sida sp) Terra muito compactada e dura.
Língua de boi (Rumex sp) Excesso de nitrogênio.
Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis) Camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta de potássio.
Mamona (Ricinus communis) Solo arenoso com falta de potássio.
Samambaia (Gleiquenia) Solo ácido.

ILUSTRAÇÕES DE ALGUMAS PLANTAS DANINHAS CONHECIDAS DA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL.

NOME COMUM:  CIGANINHA
Nome Científico: Memora peregrina
Família: Bignoniaceae
Habitat: Nativa da flora do cerrado e tornou-se invasora de pastagens cultivadas. No habitat natural é uma planta esparsa, restrita a clareiras.
Comentários:  Nas áreas desmatadas para formação de pastos, com o tempo e o avanço da degradação, ela aparece competindo com a forrageira e proliferando rapidamente.
A planta se propaga por sementes que são aladas,  muito leves e podem ser transportadas a grandes distâncias pelo vento. Utiliza também forte mecanismo de propagação vegetativa, ativando gemas latentes existentes tanto nos caules aéreos, como nos subterrâneos, em resposta a estímulos provocados por cortes e outras lesões. Contribui ainda para a  rápida propagação da invasora, o fato da espécie florescer, frutificar e semear praticamente o ano todo.

Dente-de- leão
Nomes populares: Taraxaco, salada-de-toupeira, alface-de-cão, amor-dos-homens.
Nome científico: Taraxacum officinale L, Taraxacum officinale W.
Família: Compostas
 Característcias: Raíz mestra grossa, com exterior marrom e interior branco leitoso. Caule avermelhado oco e liso, ergue-se no meio de uma roseta de folhas junto ao solo. Folhas verde escuras, bem denteadas nos bordos, triangulares ou ovaladas; as flores são amarelas e se transformam em pompons com sementes aéreas que as crianças gostam de soprar...

Origem: Até hoje se discute se o dente-de-leão é nativo das américas ou aclimatada. A planta é encontrada e consumida para finalidade medicinal, em quase todo mundo (já a utilizavam os europeus, árabes, ingleses, americanos,chineses). Ver em Plantas aromáticas e medicinais no site Casa e Cia.
Parte utilizada
: Raízes, flores e folhas.
Cultivo: Planta versátil, multiplica-se facilmente através de sementes, cresce tanto em solos ricos e adubados, como nas frestas dos calçamentos e ruas.

Nomes comuns: Picão preto, carrapicho, amor seco, pirca, etc
Nome Científico: Bidens pilosa
Família: Asteraceae
Comentários: A planta é uma herbácea anual que pode chegar a alturas entre 40 e 120 cm. Reproduz-se facilmente através de sementes e é também utilizada com fins medicinais. 
Ver em Plantas aromáticas e medicinais no site Casa e Cia.

NOME COMUM: ERVA DE SANTA MARIA
Nome Científico: Chenopodium ambrosioides, Linneu (FB)
Família: Chenopodiaceas
Sinônima popular: Mentruz, Anserina vermífuga, Ambrosia, Erva lombrigueira, Chá do México, Quenopódio
Habitat: Nativa na América, cultivada em quase todas as regiões tropicais do planeta com grande número e variedade de formas.

 

NOME COMUM: QUEBRA-PEDRA
Nome Científico: Phyllanthus tenellus
Família: Euphorbiaceae

Comentários: Planta Herbácea anual de 20 a 50 cm de altura e que se ramifica vigorosamente entre cimentados de calçadas e junto as paredes, nos pisos. É também muito utilizada com fins medicinais.

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